Três manchetes completamente diferentes. Mas se reportam ao mesmo fato. Dependendo da ótica e de quem for noticiar poderá escolher uma ou outra.
Senão vejamos!

Área atual paço municipal
Oposição impede a venda de patrimônio público.
Na tarde ontem em apreciação o polêmico projeto de lei de autorização de créditos suplementares para a construção da nova prefeitura municipal e o parque na área em frente à Acime.
Isso somente seria possível através de uma permuta da área (quadra) entre a Rua Argentina, Av. José Calegari e a Rua Santa Catarina (atual paço municipal) e a obrigação da vencedora em leilão de construir a nova prefeitura na área defronte à Acime.
A oposição representada pelos vereadores Lucy Andreola. Rosani Nami, José Vitalino Saratti e Valdecir Fernandes se manifestaram contrários a construção da nova prefeitura em prejuízo da entrega de um bem público valioso e histórico. Sempre alegaram a falta de transparência, de que a população não foi informada e ouvida e que haviam muitas dúvidas. E principalmente que a operação seria no apagar das luzes da atual administração.
Os defensores alegaram que o projeto vinha sendo discutido a muitos anos, que era um desejo da população e uma necessidade de novas instalações para abrigar todos os órgãos do município em um só lugar, reorganizando assim o fluxo de trabalho e mais economia de funcionamento (despesas de aluguéis e outros). Defendia que a área ser construída possibilitaria a construção de um parque com um lago. E que o local seria saneado, ocupado evitando futuras invasões como sempre ocorreram.
Razões de ambos os lados, mas de forma estranha, após muitos debates, com cada vereador defendendo o seu ponto de vista, a oposição contrária à forma como foi apresentado o projeto e a situação defendendo o projeto, antes de se iniciar o processo de votação, o vereador Pedro Seffrin se ausenta, dizendo de compromissos urgentes, e oferecendo de mão beijada a maioria à oposição. O projeto de lei que autorizava créditos suplementares foi derrotado. O vereador Pedro Seffrin justificou a sua ausência por motivos de saúde e consulta médica marcada para aquele horário. Em pronunciamento antes da votação do requerimento que pedia adiamento da votação do projeto o vereador Pedro Seffrin em estilo contundente defendeu om projeto e a construção da nova prefeitura municipal.
Outra versão para o mesmo fato.

Maquete projeto nova prefeitura
Oposição inviabiliza a construção da nova prefeitura e do lago municipal
A oposição representada pelos vereadores Lucy Andreola, Rosani Nami, Valdecir Fernandes e Vitalino José Saratti (Sassá) rejeitaram o projeto de lei nº 041/2012 que viabilizaria a construção da nova prefeitura e do lago municipal. O projeto criaria créditos suplementares ao orçamento de 2012.
De acordo com pronunciamentos dos vereadores da situação e do executivo os projetos foram concluídos após vários meses de estudos da equipe técnica. O secretário municipal de Administração Ione Farias assim se manifestou: “Agora que estava tudo certo e que poderíamos dar início às estas obras tão esperadas pela população, como o lago para a área de lazer e o paço municipal para dar mais funcionalidade à administração, temos que parar tudo por causa dos votos contrários destes vereadores” (oposição). Assim desabafou o secretário.
A leitura sob outra ótica para quem entende de política:
“Situação e executivo manobram para perder. Ganhando ao perder”
Outra versão, é a que o executivo não teria mais tempo hábil para viabilizar o projeto neste ano. A permuta do paço municipal com a construção da nova prefeitura estaria inviabilizado pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Ano de eleição e final de mandato do atual prefeito.
Assim a promessa, de um nova prefeitura e um parque, vendida à população pelo executivo teria que ter um “final feliz”. A saída foi colocar a responsabilidade pela não concretização à oposição.
A situação não aceitou um adiamento para uma maior discussão do projeto, com a sua maioria fez com que o projeto fosse colocado em votação, inclusive com o voto do vereador Pedro Seffrin. E logo após o próprio vereador Seffrin se ausenta dando a maioria à oposição.
O executivo perdendo quis ganhar, colocando a culpa na oposição.
A vereadora Lucy Andreola assim se posicionou: “Tiveram sete anos para concretizar o projeto. Não o fizeram, perderam os prazos, mostraram incompetência e agora querem jogar em nossa colo mais uma promessa não realizada. Não somos contra a obras e ao crescimento de Medianeira, mas sempre contrárias que isso seja às custas do patrimônio público.”, e a vereadora Rosani Nami disse: “A venda do patrimônio foi mal explicado aos vereadores e à população. Ninguém tem conhecimento de como seria feito o negócio da permuta. Os vereadores estariam dando um cheque em branco ao executivo. Por isso não concordamos, o executivo deveria ser transparente.”
Opinião do Kangourou: Sem sombra de dúvida a venda da prefeitura será um tema muito debatido durante a campanha eleitoral deste ano entre os favoráveis e os contra. Será muito benéfico para a democracia. E a população vai dar sua opinião no voto como um plebiscito.